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Força contra o Ocidente: Xi Jinping e Putin selam aliança em Pequim após visita de Trump e em meio a derrotas russas na Ucrânia

20/05/2026
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Por Eliel Oliveira

Em uma demonstração de força que redesenha o tabuleiro geopolítico global, o líder chinês Xi Jinping recebeu o presidente russo Vladimir Putin nesta quarta-feira (20 de maio) para uma visita de Estado de 24 horas. O encontro ocorre apenas alguns dias após Xi ter protagonizado uma cúpula histórica com o presidente americano Donald Trump, consolidando Pequim como o verdadeiro eixo diplomático do planeta em um momento de conflitos generalizados.

Durante a reunião no Grande Salão do Povo, Xi Jinping elogiou os laços entre China e Rússia como uma força de "calma em meio ao caos" e aproveitou para disparar críticas veladas aos Estados Unidos, condenando o que chamou de "correntes hegemônicas unilaterais". Em resposta, Putin afirmou que as relações bilaterais atingiram um "nível sem precedentes" e usou um provérbio chinês para exaltar a amizade pessoal entre os dois líderes.

O "Domo Dourado" de Trump na mira
O alinhamento estratégico entre Pequim e Moscou ficou explícito na assinatura de uma declaração conjunta em defesa de um "mundo multipolar". O documento trouxe duras críticas aos planos do governo de Donald Trump de construir o "Domo Dourado", um sistema multibilionário de defesa antimísseis classificado por Xi e Putin como uma "clara ameaça à estabilidade estratégica" global.

Os líderes também discutiram a guerra envolvendo os EUA e Israel contra o Irã no Oriente Médio. Xi Jinping defendeu o fim imediato das hostilidades na região como forma de conter as graves interrupções no fornecimento global de energia, nas cadeias de suprimentos e no comércio marítimo.

Pompa esconde fragilidade de Putin e dependência da China
Por trás dos tapetes vermelhos, das salvas de tiros e dos cerca de 20 acordos bilaterais assinados — que incluem parcerias em inteligência artificial e a extensão da isenção de vistos até 2027 —, a visita ocorre em um momento de extrema vulnerabilidade para o chefe do Kremlin.

Dias antes de pousar em Pequim, a Rússia foi alvo do maior ataque de drones contra Moscou em mais de um ano, com mais de 500 aeronaves ucranianas atingindo a capital. Além disso, analistas apontam que as tropas russas sofreram, no mês passado, a sua primeira perda líquida de território para a Ucrânia desde agosto de 2024.

Com a economia russa severamente sufocada por sanções ocidentais e dependente do dinheiro chinês, analistas de inteligência preveem que Xi Jinping usará esse desequilíbrio para pressionar por vantagens comerciais no setor energético, garantindo o fornecimento de petróleo bruto russo em um momento de forte instabilidade no Orient