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Papel resgatado do esgoto vira peça-chave e joga Deolane Bezerra em nova operação contra o PCC

O início de tudo: O bilhete na privada em 2019

21/05/2026
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Uma complexa perícia em um pedaço de papel parcialmente destruído e jogado na rede de esgoto foi o ponto de partida que culminou na prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, nesta quinta-feira (21). A revelação foi feita pela cúpula da Segurança Pública de São Paulo, que detalhou como a Polícia Científica conseguiu "ressuscitar" a prova crucial que desmantelou o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O início de tudo: O bilhete na privada em 2019
Ao contrário do que se imaginava, o descarte do documento não aconteceu no momento da prisão atual, mas sim em 2019, no início das investigações.

O Flagrante no Presídio: Durante uma vistoria nas celas da Penitenciária II de Presidente Venceslau — reduto da alta cúpula da facção —, agentes penais notaram dois detentos tentando se livrar de um manuscrito jogando-o no vaso sanitário.

O Resgate: Um filtro instalado na tubulação de esgoto da própria penitenciária conseguiu interceptar os fragmentos de papel rasgados e molhados.

O Trabalho da Perícia: Levado aos laboratórios da Polícia Científica, o material passou por um delicado processo de secagem, restauração e remontagem.

Como o documento ligou o PCC a Deolane
O bilhete manuscrito recuperado continha ordens da facção para a compra de fuzis e ataques a agentes públicos. Porém, o detalhe crucial estava na menção a uma transportadora de cargas que funcionava bem ao lado da penitenciária.

A partir desse pedaço de papel, os investigadores descobriram que a transportadora era uma empresa de fachada controlada pela cúpula do PCC para movimentar milhões de reais. Com a quebra do sigilo bancário dessa empresa, a polícia encontrou a conexão financeira direta: repasses sistemáticos e vultosos de dinheiro para as contas de Deolane Bezerra.

"Ressuscitamos, secamos, refizemos, aí conseguimos encontrar aquela transportadora que mandava dinheiro para a Deolane. Descobrimos um monte de empresas que são de fachada", declarou o delegado Osvaldo "Nico" Gonçalves.

A polícia apontou que as movimentações financeiras não possuíam nenhuma justificativa lícita, como prestação de serviços advocatícios ou publicitários reais, o que motivou o pedido de prisão preventiva da influenciadora na Operação Vérnix.

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